boy, o nosso rolo de anos foi menor em horas do que o tamanho da tua casa em metros quadrados. teus poeminhas de frases aleatórias me convenceram disso.
12 julho 2010


muitas dúvidas e duas certezas:
ninguém merece ocupar as tuas linhas.
ser sincero custa caro e tem muito pobre de
paz de espírito
24 julho 2010


andando naturalmente mas aos socos, disfarçando a cada tropicão, pisando em falso, dando coice para todo o lado.
apontando o dedo para o absurdo, tendo má sorte com meu livre arbítrio. o fácil não convém. o simples se torna agressivamente complexo. definitivamente, o difícil me impressiona mais. azar o meu.
mesmo sabendo que deveria optar pelo vermelho vinho, acabo sempre escolhendo o azul cachaça.
28 julho 2011


o que parece mais um túnel sem fim, na verdade é um poço de cinismo que eu preciso transformar em lata de lixo. para que eu possa me encontrar em mim e voltar a confiar em ti caso tu passe a acreditar em signos.
porque sinto uma saudade imensa.
de quando a gente faria uma falta absurda.
contradição.

vou te mandar um bilhete de amor, uma carta não tu não merece.
06 agosto 2011


“Mesmeiros, que todos os dias fazem as mesmas coisas, dormem o mesmo sono, sonham os mesmos sonhos, comem as mesmas comidas, comentam os mesmos assuntos, esperam o mesmo correio, gabam a passada prosperidade, lamuriam do presente e pitam – pitam longos cigarrões de palha, matadores de tempo.”
Cidades Mortas
Monteiro Lobato
1908
19 agosto 2011


e espero
balanço o pé
espero
numa complexidade dessa gente em desespero
ou em constante confusão de idealizações
e nós!
você e eu: por pura sobra de tédio
21 agosto 2011


tenho me condenado muito por andar num congestionamento de opiniões.
ou por não andar.
27 agosto 2011


setembro: [impossível passar em branco
sendo o mês mais colorido do ano]
uma peneira pra mandar pro ralo o que não presta

chega de inverno
chegam boas energias - enraizando-se
coberto por sol, um sorriso na cara
fez-se calor
em frente, um passo mais firme
uma silhueta
que me guarde e me proteja
amém!
01 setembro 2011


E então, a gente se cruza. Num outro plano, num outro destino, num dia incalculável. Com as mãos livres pra agarrar qualquer outra mão. Com um sorriso no rosto estampando tristeza, sem discrição nenhuma. Com um whisky sobre a mesa. Com uma hora prevista ou sem hora marcada. Com um certo medo do outro. De tênis ou de sapatos. Com muita merda e muito amor pra contar. Pra cantar. E andar. Andar por aí sem rumo como a gente se deixou. Com lixo no estômago. Com a cabeça embrulhada. Com uma carta não escrita mas dizendo tudo numa folha em branco. Afinal, saudade do que não existiu é isso. Uma folha em branco, mas que dói quando é amassada. E guardada então? Nem se fala.
17 dezembro 2010


Ando depositando muita energia nos meus grandes amores. Assim, no plural mesmo. Perdendo meu tempo, gastando saliva pra falar coisas bonitas e pulso pra escrever coisas babacas. É que, pra cada livro, um novo amor. Dói demais ser sempre uma só, então me multiplico.
Mas tu aí, eu aqui.
Sinto que a ponta dos teus dedos ainda toca a minha mão. Segura, vai.
22 dezembro 2010